A vida é bela, e a beleza é passageira

A expressão “carpe diem”, que gosto tanto de usar, é trecho, escrito em latim, de uma muito antiga e célebre frase de Horácio (65-8 a.C.). Significa, literalmente, “aproveite o dia”.
Mas sua aplicação vai bem mais além do que tão somente o meu desejo de que você aproveite o dia, no sentido de estar me referindo a este dia que vige enquanto escrevo. Essa expressão, na verdade, acabou se tornando uma espécie de filosofia de vida, e que, inclusive, veio a ser uma das principais características do Arcadismo, no século XVIII, que pregava a busca da felicidade nas coisas mais simples e naturais da vida.

Adotei “carpe diem” como minha própria filosofia de vida, e esta expressão escrita encontra-se tatuada em meu braço esquerdo. Não é por outra razão que todos poderão notar em mim uma disposição de estar sempre alegre, muitas vezes brincalhão com coisas que se diriam “coisas bobas”. Quem adota “carpe diem” como sua forma de viver, torna-se meio menino, pois ser adulto e “sério”, em nossa sociedade, costuma coincidir com ser uma pessoa nada simples nem natural, que praticamente passa a vida fazendo coisas e agindo de forma a atender o que esta mesma sociedade espera e aprova.

Se perdermos tudo o que temos de menino, quebramos o vínculo com a fonte da mais pura alegria, que estava na infância, e que agora, em sendo adulto, tempera nossos dias com um toque de doçura.

Quem entra para o “carpe diem” sai da forma artificial criada pela sociedade, e passa a ser mais espontâneo, e por isso, mais feliz. Aliás, só existe esta opção para se ser feliz, que é viver sendo você mesmo. Outra forma que não seja essa arrastará a pessoa por toda a vida fazendo dela uma “imitadora” ou “copiadora” de padrões já pré-estabelecidos para que todos obedeçam e façam igual. Porém, como disse Nietzsche, o homem se deixa viver em “sistema de rebanho”, mas, na verdade, cada um de nós é único.

Pode parecer mais confortável e seguro eximir-se da responsabilidade de ser você mesmo, e viver sendo tão somente mais um personagem estereotipado no grande teatro da vida. Porém, a fatura chega no final. Quando você se olhar no espelho, e ver que as rugas estão começando a surgir, junto aos primeiros fios de cabelos brancos… talvez seja neste momento que você olhe bem fundo no espelho e pergunte, aterrorizado: “Deus, o que fiz da minha vida?”

Mas este drama do arrependimento lá no fim é quase sempre um golpe letal, pois A VIDA É BELA, E A BELEZA É PASSAGEIRA.

Carpe Diem ! 🌻

Dr. José Fernandes [ Psicanalista Clínico – ESPO: 0505-47]
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